Ansiedade: Excesso de Estímulos — Lutar ou Fugir?

Diferente do que se entende no senso comum sobre o medo, que é a preocupação do que se enxerga no agora e não apenas do que se espera viver, a ansiedade é este conjunto de fatores que sintomatiza o medo. Com isto, aparecem causas agudas e crônicas, como tremores, cansaço, sensação de falta de ar ou asfixia, coração acelerado, suor excessivo, mãos frias, boca seca, tontura, náuseas, produzindo um verdadeiro pânico, geralmente cercado de fortes, excessivas e persistentes preocupações de possíveis situações cotidianas.

A ansiedade pode ser causada por excessos de pensamento do futuro, mas é propriamente um evento fisiológico de resposta. É comportamento presente em situações de conflito, luta e fuga, seguidos de angústia, acompanhada de tensão e muita aflição. Além da sudorese, pode acompanhar comumente fadiga, respiração ofegante e frequência cardíaca acelerada.

Na ansiedade generalizada, há ainda uma grande liberação dos neurotransmissores no cérebro, gerando dores de cabeça, tonturas e náuseas, principalmente em casos onde há alguma disfunção ou desregulação no sistema digestório.

Os fatores fisiológicos da ansiedade ocorrem quando as amígdalas cerebrais, que são estruturas diretamente ligadas a manifestação de reações emocionais, recebem um comando de um perigo real ou potencial, disparando gatilhos neurais para as funções das glândulas suprarrenais. Estas glândulas liberam neurotransmissores, substâncias produzidas pelos neurônios, como o cortisol, adrenalina, a serotonina e a noradrenalina, desencadeando uma série de reações aos sistemas do organismo, preparando o corpo para um modo conhecido como “luta ou fuga”.

A manifestação física da ansiedade envolve sensação de aperto no peito, palpitações, aumento do peristaltismo intestinal e tremores, agregando vários sintomas biopsicossociais. Todas podem ser frutos de antecipação de ameaças reais ou potenciais, sob aspectos de perda ou de punição.

Além da dificuldade de relaxar em um dia que deveria estar normalizado, quem sofre de ansiedade tem dificuldades para dormir. A presença de pensamentos negativos e preocupações gera insônia, acompanhada de pensamento acelerado, preocupações excessivas do presente, onde o estresse pode ser um causador, bem como pensamentos excessivos do passado, estando associada à depressão.

A normalidade da ansiedade deixa de existir quando os intervalos passam a ser mais curtos e os sentimentos começam a focar generalizados, obsessivos e transtornando várias áreas da vida que seguiam em curso normal.

Locais aglomerados, alta expectativa de metas e objetivos futuros geram incômodos e sintomas que causam desconforto e prejudicam a saúde, necessitando de tratamento psicoterapêutico ou dependendo da gravidade, estabilização da química cerebral com interação medicamentosos, juntamente com terapias associadas.

Durante as crises, o indivíduo com picos de ansiedade vivencia esse quadro por aproximadamente meia hora, com efeitos colaterais ainda presentes depois da crise, correndo riscos de novos eventos, se alimentados por pensamentos negativos e de pânico.

Reveja 10 sintomas físicos da ansiedade:

  • Aperto no peito e falta de ar;
  • Tremores nas mãos;
  • Batimento cardíaco acelerado;
  • Sudorese em especial nas mãos e pés;
  • Boca seca;
  • Pele pálida;
  • Náuseas e tonturas;
  • Calafrios;
  • Frequente emissão de urina;
  • Fadiga, cansaço ou fraqueza.

Como controlar crises de ansiedade?

  • Evite concentrar-se nos sintomas;
  • Respire de forma cíclica e meditativa;
  • Pratique meditação guiada;
  • Evite pensamentos do futuro;
  • Busque distrair-se com natureza;
  • Controle os movimentos do corpo;
  • Relaxe os músculos sempre que possível.

Saúde, Paz e Bem onde você estiver.

Álex Cavalcante
Psicanalista, Neuropsicobiomédico

• saude@alexcavalcante.com.br

Empresário, fundador e CEO do Grupo PRODUZA, publicitário, multiartista, neuropsicobiomédico clínico da saúde.

Empresário, fundador e CEO do Grupo PRODUZA, publicitário, multiartista, neuropsicobiomédico clínico da saúde.