A história da carroça, o segredo da solitude para pessoas barulhentas.

Seja bem-vindo a mais um treino neural, uma reflexão para que você entenda a diferença do silêncio e da chamada solitude.

Serão palavras objetivas, simples e como eu vejo e realizo tratamentos com tantas pessoas “barulhentas” de alma, ressalto que essa perturbação é interior, sobretudo, considero que ela se dá pela simples ausência de entretempo, a rigor, dessa tal solitude.

Enquanto eu caminhava pelo Ibirapuera em São Paulo, com as crianças, o ar puro me fez recordar uma história muito bacana. Essa história me vem na lembrança de uma forma sempre especial, quando me encontro em um lugar verde, tão inspirador e silencioso como este.

A história da carroça compõe apenas uma das mais variadas que eu já contei, mas por se aproximar tanto do natural, encontro saúde ao contar.

O cenário é um grande casarão, cercado de verdes e uma estrada a frente das escadarias. Imagine um próspero cenário que remonta o século 16.

E essa parábola conta que a filha aguardava a chegada do seu pai. E quando o pai chega, começa a contar histórias da sua longa viagem.

A filha, entusiasmada, diz:

“Pai, que bom que o senhor chegou! Como foi a viagem?”

O Pai responde:

“Foi uma maravilha, eu tive o silêncio que eu queria e eu estava desejando muito revê-la minha filha. Agora você pode fazer o barulho que quiser (conhecia a festa que a filha sempre fazia quando regressava), pois eu tenho o silêncio dentro de mim.”

O mais interessante nessa história é que o Pai naquele momento diz:

“Filha, tem uma carroça vindo.”

A filha concorda, porém fica atônica quando o pai diz que a carroça está vazia. Em seguida, questiona o seu Pai por não conseguir ver de tão longe, dizendo:

“Pai, como o senhor sabe que a carroça está vazia? O senhor não está vendo a carroça!”

E ele responde, dizendo:

Eu estou ouvindo minha filha.

E ela perguntou:

Mas como o senhor sabe que ela está vazia?

Ele responde:

“Porque carroças vazias fazem barulho. E a moral da história minha filha. Assim como as carroças são as pessoas. Pessoas vazias fazem muito barulho.”

Esta simples, mas não simplória reflexão é para você que se sente alterado, exausto, com a alma agitada, processando tantas ideias, diagnosticado muitas vezes com transtornos de ansiedade ou síndrome do pensamento acelerado (SPA).

Esses são transtornos muito tratados hoje por neuropsicólogos, terapeutas e psiquiatras, que buscam a transformação para encontrar o tão desejado silêncio da alma.

O treino pede para você tirar um tempo para buscar esse silêncio de dentro para fora, um tempo de paz e de tranquilidade. Afinal um coração que está em paz nos traz as decisões certas e assim conseguimos ter o tempo necessário para as coisas fluírem e nos transformarem.

Como diz o grande dilema do porco espinho, do filósofo alemão Arthur Schopenhauer: a frieza é a distância demais. E a espetada, o calor demais, proximidade.

Então, procure a distância entre o barulho e o silêncio, é o que eu chamo de solitude.

Que hoje não façamos parte das carroças barulhentas, mesmo que as as redes sociais nos apregoem tanto em ser.

Treine! Busque o silêncio da alma, de dentro para fora, vá além.

Empresário, fundador e CEO do Grupo PRODUZA, publicitário, multiartista, neuropsicobiomédico clínico da saúde.

Empresário, fundador e CEO do Grupo PRODUZA, publicitário, multiartista, neuropsicobiomédico clínico da saúde.